O vice-presidente da Associação Comercial do Pará (ACP), Makram Said, avalia que as propostas de redução da jornada de trabalho, a chamada escala 6X1, levantadas por setores sindicais, agentes políticos e integrantes do Governo Federal demonstram falta de responsabilidade e de compromisso com o Brasil, com o setor produtivo e com a própria população.
Segundo Makram, iniciativas dessa natureza tendem a provocar efeitos negativos na economia, como inflação, desequilíbrio econômico e dificuldades na gestão de recursos humanos das empresas. Para ele, quem acaba arcando com as consequências dessas medidas é a população. “Quem paga é o próprio povo”, afirma, ao criticar o que classifica como propostas inadequadas.
Na avaliação do dirigente, esse tipo de debate “tem sido conduzido com foco em interesses eleitoreiros, deixando de lado questões estruturais que realmente impactam a vida do trabalhador”. Makram afirma que, em vez de discutir garantias sociais e econômicas sustentáveis, parte dos defensores da proposta estaria promovendo “falsas ilusões”. Ele também aponta que essas narrativas se aproveitam do desconhecimento social e econômico das camadas mais pobres da população, que representam a maioria dos brasileiros.
Para o vice-presidente da ACP, o caminho correto passa pela coerência e pelo compromisso com o interesse coletivo. Ele defende que é possível preservar ideais progressistas sem prejudicar o setor produtivo, que, segundo ele, “é o verdadeiro responsável pela geração de riqueza, empregos e renda no país”.
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